Redação BLes – Em 20 de julho, completou 19 anos de perseguição ao Falun Dafa na China. Em todos os países do mundo estão sendo realizados atos e desfiles pacíficos pedindo o fim dessa tragédia.

Algumas das cidades que aderiram a essa iniciativa são: Buenos Aires, Cidade do México, Bogotá, República Dominicana, Lima, Brasília e Madri.

 

O Falun Dafa, também conhecido como Falun Gong, é uma prática milenar chinesa que se baseia em três princípios universais: Verdade, Compaixão e Tolerância. O livro principal da prática, Zhuan Falun, inclui ensinamentos tais como a origem da vida, a importância de ser uma boa pessoa e o propósito da vida como um ser humano.

Este profundo ensinamento começou a se difundir na China em 1992. Em poucos anos, ganhou enorme popularidade e preencheu o vazio espiritual que tinha sido deixado pelo Partido Comunista Chinês. Quando o mesmo tomou o poder em 1949 e começou a estabelecer o ateísmo, abolindo as crenças e a cultura tradicional de 5.000 anos.

Os praticantes do Falun Dafa fazendo os exercícios em Chengdu, na província de Sichuan, na China, antes do início da perseguição em 1999. (pt.minghui.org)

Em 1999, quando o próprio regime estimava que havia entre 70 e 100 milhões de pessoas praticando o Falun Dafa na China, o então Secretário Geral do Partido Comunista Chinês, Jiang Zemin, iniciou a perseguição à essa disciplina espiritual.

Analistas apontam que o líder comunista, Jiang, iniciou a perseguição por causa do medo que sentiu com o rápido crescimento e a popularidade do Falun Dafa, e também por causa dos princípios espirituais da disciplina em relação a ideologia ateu-comunista do regime.

De acordo com uma pesquisa oficial, essa prática se tornou uma das mais difundidas na China nos anos 90, com cerca de cem milhões de praticantes, e, “graças à sua capacidade de restaurar os valores tradicionais chineses perdidos”, que em 20 de julho de 1999, Jiang Zemin decidiu erradicá-la. Explica a presidente da Associação do Falun Dafa da Argentina, Liwei Fu, em entrevista a Bles Mundo.  

“Essa massividade de uma disciplina teísta que retoma a antiga cultura tradicional chinesa do cultivo espiritual – que é contraditória com a doutrina ateísta do regime comunista – motivou Jiang Zemin a encará-la como uma ameaça ao regime e iniciar sua própria Revolução Cultural”, esclarece a Sra. Fu.

Relatores das Nações Unidas, assim como órgãos internacionais de direitos humanos como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch relatam que, para forçar os praticantes a renunciarem às suas crenças, o regime faz detenções arbitrárias em todo o país e prisões extrajudiciais. Nas quais uma vasta série de torturas está envolvida.

Nos primeiros anos da perseguição, o Centro de Informações do Falun Dafa conseguiu documentar mais de três mil casos de morte, mas as ações do regime impedem o conhecimento do número verdadeiro, que as investigações independentes estimam ser em dezenas de milhares.

Montagem de fotos mostrando os praticantes do Falun Dafa sendo espancados na Praça Tiananmen, em Pequim. Há 19 anos eles são perseguidos por suas crenças (pt.minghui.org).

Investigações independentes revelaram que os praticantes sofrem violações de direitos humanos, são torturados, confinados em centros de lavagem cerebral e campos de trabalho forçados.

Extração forçada de órgãos

O quadro detalha um caso real sobre um testemunho de extração forçada de órgãos – Kunlun Zhang.

Foi comprovado também a existência de um plano sistemático de extração de órgãos de praticantes vivos do Falun Dafa. Um fato que foi catalogado pelo advogado canadense de direitos humanos -nomeado ao Prêmio Nobel da Paz – David Matas, como “o genocídio do século XXI”.

Em 2008, o ex-secretário de Estado do Canadá, David Kilgour, apresentou seu relatório “Bloody Harvest” à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados da Argentina, na qual concluiu que 41.500 praticantes morreram em consequência das operações forçadas no país. Aos quais tiveram seus órgãos removidos para usá-los como uma fonte de transplantes para fins lucrativos.

Causa judicial na Argentina

Em 2006, foi aberto um processo no Tribunal Federal Nº 9 da Argentina sob o princípio da jurisdição universal para crimes contra a humanidade. Após quatro anos de investigação, o então juiz Aráoz de Lamadrid, citou um inquérito aos ex-oficiais Jiang Zemin e Luo Gan, ordenando sua captura. O caso foi arquivado no início de 2010 pelo juiz Julián Ercolini, pouco depois de receber uma carta da embaixada da China alegando “o fechamento de todas as causas” relacionadas ao Falun Gong em benefício das “relações bilaterais”; o próprio Ercolini citou essa carta em sua decisão. A Associação do Falun Dafa apelou, e o caso está agora no Tribunal de Cassação Criminal.

Verdade, Compaixão e Tolerância em todo o mundo

O Falun Gong, ao contrário do que esperava o regime comunista, se difundiu muito além das fronteiras da China e hoje é praticado por milhões de pessoas em mais de 100 países.  

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